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segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Projeção recorde para Déficit Nominal

Deficit nominal nos quatro anos de mandato da petista será 73,5% maior do que o registrado na primeira gestão de Lula


A administração Dilma Rousseff deixará uma marca nada agradável para um governante: entre 2011 e 2014, o rombo nas contas do setor público deverá totalizar R$ 534,6 bilhões, segundo as estimativas mais conservadoras do mercado e da equipe econômica. O buraco será maior do que os R$ 500 bilhões em investimentos prometidos pela presidente da República por meio das concessões de rodovias, ferrovias, portos e aeroportos, um claro sinal de descontrole das finanças federais. Para os especialistas, o próximo ano será tão complicado, com o deficit podendo chegar a 4% do Produto Interno Bruto (PIB), que o futuro comandante do Palácio do Planalto será obrigado a aumentar impostos para manter o país governável.


Em relação ao primeiro mandato de Lula, quando houve deficit nominal (que inclui os juros da dívida pública) de R$ 308,1 bilhões, o rombo do governo Dilma será 73,5% maior. Na comparação com os últimos quatro anos do petista, nos quais faltaram R$ 336,3 bilhões para o fechamento das contas, o salto foi 59%. Não à toa, o Brasil está sob total descrença entre os investidores e pode ser rebaixado pelas agências de classificação de risco, fato que, se confirmado, elevará o custo dos empréstimos que as empresas fazem no exterior para incrementar negócios no país.

No primeiro ano de mandato, as contas de Dilma ficaram R$ 108 bilhões no vermelho. Em 2012, houve estabilidade, com deficit de R$ 109 bilhões. Neste ano, as projeções apontam para um buraco mínimo de R$ 150 bilhões, correspondente a 3% do PIB. Para 2014, ano de eleições, as estimativas apontam para rombo de R$ 167,7 bilhões, o equivalente a 3,2% do PIB. Os mais pessimistas, como o ex-ministro da Fazenda Delfim Netto, falam em deficit nominal de até 4% do Produto ou R$ 210 bilhões.

fonte Simone Kafruni Correuiweb

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Brasil registra o pior déficit primário para meses de setembro

O rombo de R$ 9 bilhões nas contas públicas foi influenciado pela piora do déficit previdenciário


O setor público brasileiro registrou déficit primário de 9,048 bilhões de reais em setembro, o pior resultado para esses meses desde o início da série histórica, agravando a situação fiscal do país e tornando quase impossível a tentativa do governo de cumprir a meta de superávit primário para 2013. O setor público é formado pelo governo central (governo federal, Banco Central e Previdência Social), estados, municípios e estatais.
O resultado, afetado pelo mau desempenho das contas com a Previdência, foi muito pior do que o esperado por analistas, cuja mediana de projeções apontava para saldo positivo de 100 milhões de reais - a pior das previsões era um déficit de 2,6 bilhões de reais.
Em 12 meses até setembro, a economia feita para pagamento de juros equivaleu a 1,58% do Produto Interno Bruto (PIB), ainda distante da meta de superávit primário, de 2,3% do Produto Interno Bruto (PIB). No acumulado do ano até setembro, o superávit primário somou 44,965 bilhões de reais. Ou seja, para que o setor público atinja seu objetivo, será necessária uma economia de cerca de 65 bilhões de reais no último trimestre do ano. 
Em agosto, as contas públicas brasileiras já haviam sido ruins, com o primeiro déficit primário(432 milhões de reais) para estes meses. A meta de superávit primário para este ano era de 155,9 bilhões de reais, cerca de 3,1% do PIB, mas foi reduzida diante da economia fraca e da elevada renúncia tributária decorrente das desonerações. 
O pagamento do 13º salário de aposentados e pensionistas pesou na conta do superávit em setembro. O rombo da Previdência subiu para 11,763 bilhões de reais e contribui para o pior déficit em setembros da história do governo central (formado por Previdência, Tesouro e governo federal), de 10,760 bilhões de reais. 
No caso das empresas estatais também foi registrado déficit de 38 milhões de reais em setembro, enquanto a conta de estados e municípios teve superávit de 1,750 bilhão de reais.
O BC ainda informou ainda que o déficit nominal (receita menos despesas, incluindo o pagamento de juros da dívida) ficou em 22,896 bilhões de reais no mês passado, enquanto a dívida pública representou 35% do PIB. Nestes casos, analistas projetavam um saldo negativo de 20,5 bilhões de reais do resultado nominal e de 34,7% do PIB para a dívida.
Até o final do ano, haverá ingresso de algumas receitas extraordinárias, mas, mesmo assim, não há garantias de que a meta de superávit primário será cumprida. Serão 15 bilhões de reais em novembro como pagamento do bônus do leilão do campo de petróleo de Libra e até 12 bilhões de reais em receita tributária extra a ser formada pela recuperação de dívidas atrasadas.

Fonte Veja