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terça-feira, 28 de junho de 2016

Dólar fecha na casa de R$ 3,30 pela 1ª vez em quase um ano no Brasil





Da REUTERS

São Paulo - O dólar recuou mais de 2,5 por cento e fechou na casa dos 3,30 reais pela primeira vez em quase um ano nesta terça-feira, reagindo à recuperação dos mercados globais após duas sessões de mau humor com a decisão do Reino Unido de deixar a União Europeia (UE) e à perspectiva de que o Banco Central brasileiro não deve cortar os juros tão cedo.


O dólar recuou 2,61 por cento, a 3,3060 reais na venda, menor nível de fechamento desde 23 de julho de 2015 (3,2958 reais). A moeda norte-americana chegou a bater em 3,2998 reais na mínima do dia, queda de 2,79 por cento, recuando abaixo dos 3,30 reais no intradia também pela primeira vez desde julho do ano passado. O dólar futuro caía cerca de 2,65 por cento no fim da tarde.

"Houve uma melhora substancial do humor lá fora, o mercado está muito satisfeito com o tom adotado pelo BC nas comunicações de hoje", resumiu o operador da corretora B&T Marcos Trabbold.

O apetite por risco nos mercados globais sofreu desde o fim da semana passada após o referendo britânico, mas o real registrou performances comedidas.

Embora muitos operadores temam que a instabilidade política gerada pela saída britânica da UE golpeie a economia global e o apetite por risco, a perspectiva de novos estímulos econômicos e o otimismo cauteloso dos investidores com o Brasil ajudou o mercado local.

Nesta sessão, porém, o dólar recuou expressivamente mesmo em relação a moedas como o peso mexicano, que foram fortemente golpeadas pelo referendo britânico.

"Após dois dias de baixa, as bolsas globais mostram alguma reação. É o primeiro respiro após (a saída britânica da UE)", escreveram analistas da corretora Guide Investimentos em relatório. "A melhora, no entanto, tende a ser provisória, em nossa opinião. Ainda há muito a discutir e as incertezas continuarão presentes", acrescentaram.

Nesta terça-feira, o mercado brasileiro manteve a tendência de apresentar quedas maiores do dólar do que seus pares na América Latina, ajudado também pela perspectiva de que o BC só volte a cortar os juros básicos em outubro e pela ausência da autoridade monetária do câmbio.

A manutenção da Selic em 14,25 por cento, uma das maiores taxas de juros do mundo, por mais tempo tende a sustentar a atratividade do mercado local para investidores estrangeiros.

"Se o BC voltar a atuar hoje, vai ser um sinal claro de que ele acha que o movimento do câmbio está exagerado e o mercado vai enxergar o nível de 3,30 reais como um piso psicológico", disse o operador de um banco internacional. O BC aumentou sua projeção de inflação para este ano e informou que buscará mantê-la dentro dos limites da meta do governo. O presidente do BC, Ilan Goldfajn, manteve o tom mais duro em entrevista coletiva.

Ilan também repetiu que o BC pode reduzir sua exposição cambial quando e se for possível e que poderá usar todas as ferramentas com parcimônia no câmbio.



Texto atualizado às 17h24



Fonte Exame

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Mais 4 anos do mesmo e bolsa vai sofrer muito, diz gestor

Bolsa brasileira mostrou o quanto o resultado da eleição presidencial, que acontece em outubro, vai mexer com o mercado


William Landers, do BlackRock: "acredito que o investidor tem pela frente um cenário binário"

quarta-feira, 5 de março de 2014

O Brasil passou de prodígio a problema

Um realinhamento da economia global está transformando o Brasil, até outro dia o queridinho dos investidores internacionais, numa economia frágil e de perspectiva incerta. O que aconteceu com o país que prometia tanto e agora parece não entregar nada

São Paulo - O biólogo americano Robert Trivers ficou famoso por seus estudos sobre o autoengano. Trata-se de um conceito simples: o ser humano mente para si mesmo com o objetivo de enganar de forma mais eficaz os outros.

sábado, 15 de fevereiro de 2014

sábado, 25 de janeiro de 2014

O que você precisa saber da Bolha Imobiliária!

O objetivo deste trabalho é o de apresentar através de infográficos, todos os principais fatos relacionados à bolha imobiliária  brasileira.  

Desmascarando a bolha imobiliária no Brasil

domingo, 15 de dezembro de 2013

Governo brasileiro impõe urgência a acordo entre Mercosul e UE

O governo brasileiro corre contra o relógio para fechar um acordo comercial entre Mercosul e União Europeia.

Sob intensa pressão do setor privado brasileiro e da própria presidente Dilma Rousseff, negociadores ficaram frustrados com o adiamento para janeiro da troca de ofertas de abertura de mercado e com a teimosia da Argentina --que, embora tenha melhorado sua oferta, ainda não chegou a um nível aceitável para os europeus.
Dentro do governo, a paciência com a Argentina está diminuindo, pois o acordo com a UE é visto como tábua de salvação para a economia.
A negociação adquiriu urgência com a deterioração da balança comercial -o deficit de manufaturados está acumulado em US$ 92 bilhões no ano até outubro- e a sensação de isolamento com o avanço de mega-acordos.
Segundo uma alta fonte diplomática, uma "tempestade perfeita" de fatores tornou o acordo UE-Mercosul uma questão de sobrevivência.



Há frustração com o mercado regional, diante das barreiras impostas pelos sócios do Mercosul e da concorrência da China na região.
Há também a perspectiva do fim do Sistema Geral de Preferências (SGP) para o Brasil na UE no final deste ano. O SGP permitia a vários produtos brasileiros entrar na UE com tarifas reduzidas.
"E, mais do que tudo, há uma sensação de isolamento", diz a fonte. "E o temor de que, com os acordos regionais como o TPP e Ttip, serão definidas novas regras sem a nossa participação -o peso dos países incluídos nesses acordos é tão grande que quem não aderir às regras estará fora desses mercados."
Anteontem, Dilma disse na presença do presidente da França, François Hollande, que espera fechar o acordo com a UE em janeiro.
Foram os europeus que pediram adiamento, por dificuldade para consolidar uma oferta de acesso agrícola.
Atualmente em negociação, o TPP, o Tratado Trans-Pacífico, reúne Austrália, Brunei, Chile, Canadá, Japão, México, Nova Zelândia, Peru, Cingapura, EUA e Vietnã; o Ttip é o acordo transatlântico em negociação entre os EUA e a UE. Juntos, os países englobados nos acordos respondem por cerca de dois terços do PIB mundial.
Nesses mega-acordos, EUA e UE estão costurando novas regras que incluem desde padrões para produtos industriais até especificações de bens de alta tecnologia, acesso a compras do governo, barreiras fitossanitárias.

SELO DE QUALIDADE
"Nossa esperança é que, em última instância, as novas regras se tornarão um selo de qualidade no sistema multilateral de comércio e outros países serão persuadidos a adotá-las", disse o representante de Comércio dos EUA, Mike Froman.
"Com o TPP e o Ttip, os EUA lideram uma contraofensiva para conter e isolar rivais econômicos como Brasil, Índia e China" diz Jean-Pierre Lehmann, professor emérito do IMD na Suíça.
Segundo Pablo Bentes, diretor de comércio internacional do escritório Steptoe & Johnson, a remoção de tarifas na área agrícola na UE e nos EUA fará com que os produtos brasileiros fiquem menos competitivos em dois de seus principais mercados.
"A isso se soma uma possível remoção das barreiras técnicas e fitossanitárias que hoje são o principal entrave ao comércio de bens agrícolas, principalmente na UE."

Fonte Folha SP

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Brasil é desprezado enquanto Pemex lidera vendas de títulos

Companhias mexicanas estão conquistando território das concorrentes brasileiras porque representam a maior proporção de vendas de títulos em cinco anos


Cidade do México - Companhias mexicanas como a Petróleos Mexicanos e a Cemex SAB estão conquistando território das suas concorrentes brasileiras porque representam a maior proporção de vendas de títulos da América Latina no exterior em cinco anos.

O recorde de US$ 27,1 bilhões emprestados aos emissores mexicanos equivale a 32 por cento da emissão total de bônus da região, segundo dados compilados pela Bloomberg. O aumento de 24 por cento nas ofertas de companhias mexicanas em 2013 se compara a uma queda de 39 por cento nas vendas das brasileiras, que totalizaram US$ 28,5 bilhões.
As companhias mexicanas estão capitalizando a crescente demanda dos investidores pelos ativos do país graças aos esforços do presidente Enrique Peña Nieto para impulsionar reformas tributárias e energéticas, enquanto que os mutuários no Brasil estão enfrentando a perspectiva de um corte da nota de crédito. O rendimento extra exigido pelos investidores para terem dívida corporativa mexicana em vez de títulos do Tesouro americano caiu 0,46 ponto percentual neste ano, frente a um aumento de 0,53 ponto percentual no Brasil, conforme a JPMorgan Chase Co.
“Muitas estrelas estão se alinhando para o México e para a renda fixa corporativa para 2014”, disse William Perry, gerente de fundos de mercados emergentes na Stone Harbor Investment Partners LP, que gerencia US$55 bilhões em dívida de mercados emergentes. “Sou mais otimista quanto às perspectivas do México para 2014 do que com as do Brasil”.
Impulso ao crescimento
Em maio, a Fitch Ratings subiu a nota de crédito do México para BBB+, o terceiro grau de investimento mais baixo e um patamar acima da nota do Brasil, enquanto Peña Nieto avança com seus planos para realizar emendas à constituição do país no intuito de atrair investimentos das companhias energéticas como a Exxon Mobil Corp. As reformas poderiam ajudar a impulsionar o crescimento na segunda maior economia da América Latina para 6 por cento anual, frente à previsão de expansão de 1,3 por cento para este ano, disse Peña Nieto.
A Standard Poor’s, que colocou a nota BBB do México sob perspectiva positiva em março, disse em junho que poderia rebaixar a nota do Brasil, citando um crescimento lento e um endividamento crescente.
“Em geral, o mundo percebe o México como mais seguro do que o Brasil”, disse Guillermo Rodríguez, que ajuda a supervisionar US$ 6 bilhões na Corp. Actinver SAB, em entrevista por telefone da Cidade do México. “Basicamente, o México parece estar melhor do que o Brasil”.
Rodrigo Covian, diretor de operações em renda fixa na Bulltick Securities LLC, sediada em Miami, disse que muitos dos seus clientes não aumentaram suas posses de dívida corporativa mexicana porque estão esperando para ver um crescimento maior e se as reformas são aprovadas.
‘Não comprometidos’
“Eles estão prontos para comprar, mas sinto que eles ainda não estão comprometidos”, disse Covian em entrevista por telefone de Miami. “Eles querem saber mais. Eles querem ver que as reformas estejam avançando. Querem ver uma cifra alta de crescimento, por exemplo, o que ainda não foi visto”.
Emilio Gamboa, líder no Senado do Partido Revolucionário Institucional de Peña Nieto, disse
ontem à Radio Fórmula que ele esperava que os senadores concordassem em prolongar o processo legislativo até o final do ano se fosse necessário para aprovar as mudanças constitucionais exigidas para a abertura da indústria energética. Peña Nieto propôs um projeto de lei que permitiria às companhias privadas extrair petróleo no país pela primeira vez desde 1938.
“Estamos procurando mais oportunidades no México, certamente comparando com outras partes da América Latina, devido ao ímpeto do novo presidente e de todas as reformas”, disse Perry em entrevista por telefone. “Esperamos ver mais produção ali porque certamente é um país no qual gostaríamos de aumentar as nossas alocações”.
Fonte Exame

domingo, 17 de novembro de 2013

Brasileiro lucra com aluguel em Miami

Quem comprou casas nos Estados Unidos na crise de 2008 agora aluga os imóveis para brasileiros durante a temporada de férias

Apesar da alta do dólar, que se valorizou quase 15% neste ano em relação ao real, o brasileiro continua viajando para o exterior, mas de uma forma diferente. Hoje há uma febre de aluguel de casas de temporada em Orlando e Miami, nos Estados Unidos, por brasileiros.

Economia de até 50% nos gastos com estadia em relação a um hotel com acomodações equivalentes e a chance de passar as férias num grupo de amigos e familiares têm levado turistas a viverem algumas semanas como nativos nos EUA. A consultora Graça Dantas foi uma das que optaram por alugar uma casa em Miami. O filho dela André (na foto abaixo) agradece.
Muitos dos imóveis alugados foram comprados também por brasileiros durante a crise das hipotecas podres em 2008. Agora os proprietários querem tornar rentável o investimento, com uma receita de aluguel.
"Tivemos um aumento de 26% na procura de aluguel de imóveis nos Estados Unidos de janeiro a outubro deste ano em relação a igual período de 2012", conta Nicholas Spitzman, presidente do AlugueTemporada, site do grupo americano HomeAway. Só em Orlando, na região da Disney, o site tem 7.200 imóveis para locação.
"O aumento da procura de brasileiros para locação de imóveis em Orlando e Miami, na Flórida, em Manhattan, em Nova York é notória", afirma Tânia Dalaneze, sócia da imobiliária Dalaneze International Realty.

Spitzman diz que há um boom de aluguel de casas para temporada nos EUA por parte dos brasileiros devido à combinação de três fatores: o avanço da internet, a disponibilidade de imóveis e o interesse pelo turismo. "O movimento ainda é embrionário no Brasil."
Renata Alves, diretora da agência Casa Na Disney, conta que a sua empresa tem hoje 80 imóveis de brasileiros em Orlando para locação. "Todos estão alugados para dezembro e janeiro para brasileiros. Se tivesse mais 20 casas, alugaria tranquilamente", calcula. O preço mínimo de uma casa básica em Orlando com cinco quartos, piscina e capacidade para hospedar dez pessoas, por exemplo, é de US$ 194 ou US$ 19,4 por pessoa. Nas mais luxuosas, a diária é a partir de US$ 289 ou US28,9 por pessoa, diz Renata.
Em 2008, a empresária e seu sócio que tem uma imobiliária nos EUA perceberam uma mudança do perfil do turista brasileiro que estava insatisfeito com os pacotes. "Antes, as crianças iam para Disney em excursão. Hoje a diversão é em família e não cabe num quarto de hotel", observa. De olho nessa tendência, ela montou serviço no qual oferece, além da casa mobiliada, com roupa de cama e utensílios, o ingresso para os parques, o aluguel do carro e até a faxina do imóvel.

Perfil. Segundo Marcelo Moura, corretor da Double M Group Company, imobiliária brasileira de imóveis na Flórida, alguns anos atrás o turista de classe média procurava esse imóveis para alugar nas férias. "Não vejo mais diferença entre classes."
Para Alan Araújo, diretor de empreendimentos da One Sotheby's, imobiliária voltada para a classe A, quem procura a locação de um imóvel fora do País é uma classe mais abastada que quer manter o padrão de conforto que tem aqui.
Fonte Estadão

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Projeção recorde para Déficit Nominal

Deficit nominal nos quatro anos de mandato da petista será 73,5% maior do que o registrado na primeira gestão de Lula


A administração Dilma Rousseff deixará uma marca nada agradável para um governante: entre 2011 e 2014, o rombo nas contas do setor público deverá totalizar R$ 534,6 bilhões, segundo as estimativas mais conservadoras do mercado e da equipe econômica. O buraco será maior do que os R$ 500 bilhões em investimentos prometidos pela presidente da República por meio das concessões de rodovias, ferrovias, portos e aeroportos, um claro sinal de descontrole das finanças federais. Para os especialistas, o próximo ano será tão complicado, com o deficit podendo chegar a 4% do Produto Interno Bruto (PIB), que o futuro comandante do Palácio do Planalto será obrigado a aumentar impostos para manter o país governável.


Em relação ao primeiro mandato de Lula, quando houve deficit nominal (que inclui os juros da dívida pública) de R$ 308,1 bilhões, o rombo do governo Dilma será 73,5% maior. Na comparação com os últimos quatro anos do petista, nos quais faltaram R$ 336,3 bilhões para o fechamento das contas, o salto foi 59%. Não à toa, o Brasil está sob total descrença entre os investidores e pode ser rebaixado pelas agências de classificação de risco, fato que, se confirmado, elevará o custo dos empréstimos que as empresas fazem no exterior para incrementar negócios no país.

No primeiro ano de mandato, as contas de Dilma ficaram R$ 108 bilhões no vermelho. Em 2012, houve estabilidade, com deficit de R$ 109 bilhões. Neste ano, as projeções apontam para um buraco mínimo de R$ 150 bilhões, correspondente a 3% do PIB. Para 2014, ano de eleições, as estimativas apontam para rombo de R$ 167,7 bilhões, o equivalente a 3,2% do PIB. Os mais pessimistas, como o ex-ministro da Fazenda Delfim Netto, falam em deficit nominal de até 4% do Produto ou R$ 210 bilhões.

fonte Simone Kafruni Correuiweb

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Política fiscal do governo sofre ‘ataque especulativo’, diz secretário do Tesouro

Após déficit primário recorde em setembro, secretário Arno Augustin diz que superávit de outubro foi ‘muito bom’ e afirma que meta de economia para pagamento dos juros da dívida será cumprida 


BRASÍLIA - A política fiscal brasileira está sob "ataque especulativo", segundo o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin. Após a forte reação negativa do mercado financeiro ao déficit das contas públicas em setembro, o secretário rejeitou a avaliação de que os preços dos títulos públicos, das taxas de juros e do câmbio já embutem um prêmio adicional decorrente do risco de piora fiscal no País.

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Brasil registra o pior déficit primário para meses de setembro

O rombo de R$ 9 bilhões nas contas públicas foi influenciado pela piora do déficit previdenciário


O setor público brasileiro registrou déficit primário de 9,048 bilhões de reais em setembro, o pior resultado para esses meses desde o início da série histórica, agravando a situação fiscal do país e tornando quase impossível a tentativa do governo de cumprir a meta de superávit primário para 2013. O setor público é formado pelo governo central (governo federal, Banco Central e Previdência Social), estados, municípios e estatais.
O resultado, afetado pelo mau desempenho das contas com a Previdência, foi muito pior do que o esperado por analistas, cuja mediana de projeções apontava para saldo positivo de 100 milhões de reais - a pior das previsões era um déficit de 2,6 bilhões de reais.
Em 12 meses até setembro, a economia feita para pagamento de juros equivaleu a 1,58% do Produto Interno Bruto (PIB), ainda distante da meta de superávit primário, de 2,3% do Produto Interno Bruto (PIB). No acumulado do ano até setembro, o superávit primário somou 44,965 bilhões de reais. Ou seja, para que o setor público atinja seu objetivo, será necessária uma economia de cerca de 65 bilhões de reais no último trimestre do ano. 
Em agosto, as contas públicas brasileiras já haviam sido ruins, com o primeiro déficit primário(432 milhões de reais) para estes meses. A meta de superávit primário para este ano era de 155,9 bilhões de reais, cerca de 3,1% do PIB, mas foi reduzida diante da economia fraca e da elevada renúncia tributária decorrente das desonerações. 
O pagamento do 13º salário de aposentados e pensionistas pesou na conta do superávit em setembro. O rombo da Previdência subiu para 11,763 bilhões de reais e contribui para o pior déficit em setembros da história do governo central (formado por Previdência, Tesouro e governo federal), de 10,760 bilhões de reais. 
No caso das empresas estatais também foi registrado déficit de 38 milhões de reais em setembro, enquanto a conta de estados e municípios teve superávit de 1,750 bilhão de reais.
O BC ainda informou ainda que o déficit nominal (receita menos despesas, incluindo o pagamento de juros da dívida) ficou em 22,896 bilhões de reais no mês passado, enquanto a dívida pública representou 35% do PIB. Nestes casos, analistas projetavam um saldo negativo de 20,5 bilhões de reais do resultado nominal e de 34,7% do PIB para a dívida.
Até o final do ano, haverá ingresso de algumas receitas extraordinárias, mas, mesmo assim, não há garantias de que a meta de superávit primário será cumprida. Serão 15 bilhões de reais em novembro como pagamento do bônus do leilão do campo de petróleo de Libra e até 12 bilhões de reais em receita tributária extra a ser formada pela recuperação de dívidas atrasadas.

Fonte Veja

domingo, 27 de outubro de 2013

Atlânticos e Pacíficos por Gustavo Franco

América Latina é dividida em dois grupos, cada qual com sua fé e seu modelo 



Mario Vargas Llosa descreveu certa vez a América Latina como uma terra “propícia ao surrealismo, à beleza inebriante da fantasia e da intuição, e à desconfiança para com o racional”. Uma das inúmeras implicações econômicas desse encantamento, ou maldição, é o fascínio exercido pela feitiçaria econômica na região.

Extravagâncias de brasileiros nos EUA impressionam NYT

A nova moda entre os ricos brasileiros é fazer festas de arromba em Nova York que chegam a custar mais de R$ 4 milhões e duram vários dias


São Paulo – “Até mesmo em uma cidade como Nova York, famosa por seus excessos, alguns desses eventos podem parecer exagerados”. É assim que o jornal americano The New York Times define a mais nova mania entre os ricaços brasileiros: torrar fortunas em luxuosas festas no exterior que podem durar por vários dias.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

BC ESTIMA DÍVIDA EXTERNA DE US$ 309,86 BI EM SETEMBRO

A DÍVIDA EXTERNA DE LONGO PRAZO ATINGIU US$ 277,233 BI EM SETEMBRO, ENQUANTO O ESTOQUE DE CURTO PRAZO ESTAVA EM US$ 32,627 BI NO FIM DO MÊS PASSADO




O Banco Central informou nesta sexta-feira, 25, que a estimativa para a dívida externa brasileira em setembro de 2013 é de US$ 309,860 bilhões. Em junho de 2013, último dado verificado, a dívida estava em US$ 318,043 bilhões. No fim de 2012, estava em US$ 312,898 bilhões.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Arrecadação bate novo recorde para o mês de setembro

Arrecadação soma R$ 84,2 bilhões em setembro,


Mas para o ano Receita diz que resultado pode ficar abaixo do esperado.

Alta real frente a setembro do ano passado foi de 1,7%.




 A arrecadação do governo bateu recorde para meses de setembro e no acumulado deste ano, de acordo com informações divulgadas nesta terça-feira (22) pela Secretaria da Receita Federal.

Em setembro, a arrecadação do governo – que inclui impostos, contribuições federais e demais receitas, como os royalties – subiu 1,71% em termos reais (com números corrigidos pela inflação) e somou R$ 84,21 bilhões (o maior valor já arrecadado em um mês de setembro).
No decorrer deste ano, a arrecadação tem mostrado um comportamento errático. Registrou queda real em três meses (fevereiro, março e junho) e crescimento, acima da inflação, em janeiro, abril, maio, julho, agosto e setembro.
Já no acumulado dos nove primeiros meses do ano, a arrecadação somou R$ 806,44 bilhões, o que representa uma alta de 0,89% em termos reais sobre igual período do ano passado e novo recorde. O resultado de janeiro a setembro de 2011 (R$ 799,79 bilhões) também foi superado.
O secretário-adjunto da Receita Federal, Luiz Fernando Teixeira, informou que a estimativa inicial do Fisco de crescimento da arrecadação administrada para este ano, de 3% em termos reais (acima da inflação), pode não se confirmar. Segundo ele, a expansão real pode ficar menor, entre 2,5% e 3% neste ano.
A Receita Federal informou que o Imposto de Renda arrecadou R$ 212 bilhões nos nove primeiros meses deste ano, com alta real de 0,7% sobre igual período de 2012.
 R$ 84,21 bilhões (o maior valor já arrecadado em um mês de setembro).
No decorrer deste ano, a arrecadação tem mostrado um comportamento errático. Registrou queda real em três meses (fevereiro, março e junho) e crescimento, acima da inflação, em janeiro, abril, maio, julho, agosto e setembro.
Acumulado do ano
Em termos nominais, a arrecadação cresceu R$ 54,65 bilhões nos nove primeiros meses deste ano – ou seja, sem a correção, pela inflação, dos valores arrecadados em igual período do ano passado. Deste modo, esse crescimento foi contabilizado com base no que efetivamente ingressou nos cofres da União.
Segundo números oficiais, a alta real da arrecadação neste ano está relacionada, também, com a arrecadação extraordinária de R$ 4 bilhões do PIS, Cofins, do IRPJ e da CSLL em decorrência de depósitos judiciais e venda de participação societária.
De acordo com a Receita Federal, a arrecadação cresceu mesmo com as desonerações de tributos anunciadas pelo governo no ano passado (folha de pagamentos, IPI de automóveis, etc) – que já somam R$ 58 bilhões de janeiro a setembro.
Expectativa para 2013
Teixeira observou que o nível de atividade em setembro foi mais baixo, resultando em crescimento menor da produção industrial e queda nas vendas de bens e serviços. Ele acrescentou, porém, que a estimativa de alta real para a arrecadação neste ano não considera as receitas previstas do novo Refis - que podem chegar a R$ 12 bilhões neste ano.
"Não estamos considerando o Refis. Até porque o Refis é um programa de parcelamento de adesão voluntária. Os contribuintes podem aderir ou não. Há expectativa de que boa parte dos contribuintes, que estão naquela situação [dívidas com o governo], devam aderir ao Refis", declarou ele. Com isso, a alta real da arrecadação pode ser maior do que o estimado pelo Fisco.
Tributos
No caso do IRPJ, a arrecadação somou R$ 91,45 bilhões, com alta real de 2,7%. Sobre o IR das pessoas físicas, o valor arrecadado totalizou R$ 21 bilhões de janeiro a setembro de 2013, com aumento real de 1,97%. Já o Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) arrecadou R$ 99,6 bilhões no acumulado deste ano – recuo real de 1,32%.
Com relação ao Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI), os números do Fisco mostram que o valor arrecadado somou R$ 34,67 bilhões nos nove primeiros meses deste ano, com queda real de 6,39%. Já o IPI-Outros somou R$ 14,29 bilhões na parcial do ano, com queda real de 3,4% sobre igual período de 2012. Este resultado, porém, foi influenciado pelas desonerações de produtos da linha branca e de móveis, informou o Fisco.
No caso do Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF), houve uma queda real de 11,99%, para R$ 22 bilhões no acumulado do ano. Neste caso, além da desaceleração no ritmo dos empréstimos bancários, que vem sendo captada pelos números do Banco Central, também houve redução da alíquota para pessoas físicas no ano passado e para derivativos neste ano.
A Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins), por sua vez, arrecadou R$ 141,85 bilhões nos nove primeiros meses de 2013, com aumento real de 3,54%, enquanto a Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido (CSLL) registrou arrecadação de R$ 47,79 bilhões na parcial deste ano, com alta real de 1,46%.

Fonte Globo

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Juros sobem e firmam aposta em Selic de 2 dígitos

Ata do Copom repetiu termos como "especialmente vigilante" e "com a devida tempestividade" e mostrou preocupação com a inflação ainda resistente


São Paulo - A ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) fez subir astaxas futuras de curto prazo, ao reforçar a percepção de que a Selic avançará mais 0,50 ponto porcentual no último encontro do ano, em novembro.