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quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Como a balança comercial afeta os preços da moeda

Você tentaria prever?


Prever a direção do mercado cambial é notoriamente difícil, na verdade, existem muitas pessoas no mundo acadêmico, que acreditam que ele seja quase impossível - pelo menos a curto prazo.
Em prazos mais longos, não há mais acordo, e muitos dos que estudam macroeconomia acreditam que o truque para prever onde uma moeda pode ir é olhar para o saldo da conta corrente de um país.
O saldo em conta corrente é a soma do saldo da balança comercial, renda e fator de transferência de renda - cuja renda fator significa ganhos em investimentos menos pagamentos a investidores estrangeiros estrangeiros. É basicamente descreve o fluxo de dinheiro entre dois países.

domingo, 15 de dezembro de 2013

Governo brasileiro impõe urgência a acordo entre Mercosul e UE

O governo brasileiro corre contra o relógio para fechar um acordo comercial entre Mercosul e União Europeia.

Sob intensa pressão do setor privado brasileiro e da própria presidente Dilma Rousseff, negociadores ficaram frustrados com o adiamento para janeiro da troca de ofertas de abertura de mercado e com a teimosia da Argentina --que, embora tenha melhorado sua oferta, ainda não chegou a um nível aceitável para os europeus.
Dentro do governo, a paciência com a Argentina está diminuindo, pois o acordo com a UE é visto como tábua de salvação para a economia.
A negociação adquiriu urgência com a deterioração da balança comercial -o deficit de manufaturados está acumulado em US$ 92 bilhões no ano até outubro- e a sensação de isolamento com o avanço de mega-acordos.
Segundo uma alta fonte diplomática, uma "tempestade perfeita" de fatores tornou o acordo UE-Mercosul uma questão de sobrevivência.



Há frustração com o mercado regional, diante das barreiras impostas pelos sócios do Mercosul e da concorrência da China na região.
Há também a perspectiva do fim do Sistema Geral de Preferências (SGP) para o Brasil na UE no final deste ano. O SGP permitia a vários produtos brasileiros entrar na UE com tarifas reduzidas.
"E, mais do que tudo, há uma sensação de isolamento", diz a fonte. "E o temor de que, com os acordos regionais como o TPP e Ttip, serão definidas novas regras sem a nossa participação -o peso dos países incluídos nesses acordos é tão grande que quem não aderir às regras estará fora desses mercados."
Anteontem, Dilma disse na presença do presidente da França, François Hollande, que espera fechar o acordo com a UE em janeiro.
Foram os europeus que pediram adiamento, por dificuldade para consolidar uma oferta de acesso agrícola.
Atualmente em negociação, o TPP, o Tratado Trans-Pacífico, reúne Austrália, Brunei, Chile, Canadá, Japão, México, Nova Zelândia, Peru, Cingapura, EUA e Vietnã; o Ttip é o acordo transatlântico em negociação entre os EUA e a UE. Juntos, os países englobados nos acordos respondem por cerca de dois terços do PIB mundial.
Nesses mega-acordos, EUA e UE estão costurando novas regras que incluem desde padrões para produtos industriais até especificações de bens de alta tecnologia, acesso a compras do governo, barreiras fitossanitárias.

SELO DE QUALIDADE
"Nossa esperança é que, em última instância, as novas regras se tornarão um selo de qualidade no sistema multilateral de comércio e outros países serão persuadidos a adotá-las", disse o representante de Comércio dos EUA, Mike Froman.
"Com o TPP e o Ttip, os EUA lideram uma contraofensiva para conter e isolar rivais econômicos como Brasil, Índia e China" diz Jean-Pierre Lehmann, professor emérito do IMD na Suíça.
Segundo Pablo Bentes, diretor de comércio internacional do escritório Steptoe & Johnson, a remoção de tarifas na área agrícola na UE e nos EUA fará com que os produtos brasileiros fiquem menos competitivos em dois de seus principais mercados.
"A isso se soma uma possível remoção das barreiras técnicas e fitossanitárias que hoje são o principal entrave ao comércio de bens agrícolas, principalmente na UE."

Fonte Folha SP

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

QUEDA NA BALANÇA COMERCIAL PODE SER A MAIOR EM 18 ANOS

SE A PREVISÃO DO BC FOR CONFIRMADA, A QUEDA IRÁ REPRESENTAR UM MERGULHO DE 89,7% EM RELAÇÃO AO SUPERÁVIT DE US$ 19,4 BILHÕES EM 2012



O ano vai terminar com um saldo comercial de apenas US$ 2 bilhões. Essa é a previsão mais atualizada do Banco Central (BC) e, se confirmada, vai representar um mergulho de 89,7% em relação ao superávit de US$ 19,4 bilhões em 2012. A queda do saldo entre exportações e importações terá sido a maior, de um ano para o outro, dos últimos 18 anos.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Déficit em conta corrente até agosto já ultrapassa total de 2012

Resultado das contas externas ficou negativo em agosto em 5,05 bilhões de dólares; no acumulado do ano, soma 57,9 bilhões de dólares


Além do recorde de gastos de brasileiros no exterior em agosto, o Banco Central mostrou ainda que o déficit em conta corrente do Brasil continua se ampliando. Ficou negativo em 5,05 bilhões de dólares em agosto, impactado, sobretudo, pela conta de serviços, que ficou 4,235 bilhões de dólares no vermelho. A balança comercial, que vinha impactando negativamente as transações correntes ao longo de 2013, teve saldo positivo em agosto, de 1,226 bilhão de dólares. 
A conta corrente, ou conta de transações correntes, reúne o saldo da balança comercial (exportações e importações), o resultado da balança de serviços e a conta financeira. Quando está deficitária, significa que o Brasil está tomando mais crédito externo do que recebendo investimentos.